quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

THOT - Um Deus ou um Homem?

Homem ou Deus?
De onde veio?

Universo – Sistema Solar – Planeta Terra –
Egito – Saqqarah –
Pirâmides – Câmaras internas...

Ano de 2.686 a C., escribas trabalham nas câmaras internas das Pirâmides, relatando nas paredes todos os feitos e descobertas de Thot.
Há 4.696 anos após, estas inscrições permanecem intactas...
Egito, Saqqarah, Pirâmides, câmaras e suas paredes ...
As inscrições datam da 5ª e 6ª Dinastias e relatam a existência de um deus carnal que viveu no Egito. Os registros descrevem um ser inteligente que destacava - se da grande massa.
Este ser ficou conhecido como “o todo astuto”, aquele que detinha o conhecimento de todas as coisas, o que formava um triangulo eqüilátero com o conhecimento em religião, ciência e arte, mais deus do que homem.
Seu nome: Thot, em hieróglifo é Tehuti, que significa “ele quem equilibra”. Aquele que era mais que um homem, mais que um ser mitológico, um deus que viveu antes do surgimento do Egito. Quando a terra de Kemi (Egito), nasceu, os lideres já possuíam o LIVRO DE TOTH, e conseqüentemente já detinham o conhecimento secreto de diversos mundos, formulas mágicas, ciências médicas e invenções. Tais informações estão contidas em papiros que datam de 2500 a.C., embora o livro de Thot seja muito mais antigo.
Thot, ser com corpo de homem e cabeça de pássaro, o grande Íbis – pássaro do Egito. Na mão uma pluma e uma palheta de tinta, utilizada para escrever em pergaminho.
Íbis, pássaro de bico longo e encurvado, que os egípcios associavam com a lua. Criando assim uma associação de idolatria com o deus da lua, da sabedoria e medidor do tempo.
A união de Íbis com o homem deus, ocorreu na área pantanosa do Delta.
O papiro de Turin, foi e publicado em Paris (1868), nele consta informações sobre o livro de Thot, como também cita uma conspiração contra o faraó, utilizando-se feitiçaria (um tipo semelhante aos dos bonecos que se usam no vudu) e uma briga na corte. As informações falam de alguns executados, suicídios e o livro, maldito, de Toth, ter sido queimado pela primeira vez. Conforme informações do papiro de Turin, Khanuas, filho de Ramsés II, faz ressurgir o original do Livro de Toth. Original que dava poderes para ver o sol face a face, dava poder sobre a planeta terra, o oceano, os corpos celestes. Dava o poder de interpretar os meios secretos usados pelos animais para se comunicarem entre si, o poder de ressuscitar os mortos e de agir à distância. Khanuas, queimou o livro, embora os egípcios acreditassem que "O livro era indestrutível pelo fogo, pois foi escrito com fogo".
Esclarece Jacques Bergier - "Tal livro seria um perigo".
O monolito de Metternich, oferta de Mohammad Ali Pacha a Metternich, descoberto em 1828 e datado de 360a.C. é considerado na escala da História Egípcia, como moderno, apesar de tudo, suas inscrições falam do Livro de Toth. O monolito - "Representa mais de trezentos deuses e dentre eles os deuses dos planetas ao redor das estrelas e a maior parte dos seus decifradores dizem que ele interessaria a autores de ficção científica". Toth , ele mesmo, anunciou neste monumento que: - "Queimou o seu livro e que caçou o demônio Set e os sete senhores do mal".
No ano 360 a.C. destruíram, novamente, o Livro Maldito. Em 300 a.C., Toth ressurge como Hermes Trismegisto, fundador da alquimia.
Todos os que se ufanaram em possuir o Livro de Toth, morreram de acidentes e de formas suspeitas. Estava assinada a sua tradição como Livro Maldito.
O "Corpus Hermeticum" (século 1 a.C. - séc. 2 d.C._ menciona o Livro Maldito, mas não diz onde encontrá-lo. O Corpus Hermeticum é composto por textos célebres: Asclépio, Karekosmu e Poimandres.
Uma lenda do século 15 fala de uma sociedade secreta proprietária do Livro de Toth, que o transformou em um baralho, o TAROT. Antoine Court de Gebelin, cientista e membro da Academia Real de La Rochelle - Le Mond Primitif - afirma também esta versão: "Esse livro do antigo Egito é o jogo de cartas - nós o temos nas cartas do baralho".
Na sua origem como baralho, chamou-se NABI (italiano quer dizer Profeta). Não se sabe a origem do nome TAROT com certeza. Existem inúmeras explicações, sem comprovação fidedigna. Todos os que anunciaram a posse deste livro, engrossaram as estatísticas de suicídios, acidentes, assassínios, uma lista macabra.
C. Daly King oferece o relato do que seria a ciência secreta do Egito, um dos textos do Livro de Toth.
"No Egito, existiam verdadeiras escolas e a Grande Escola, a que ensinava nas pirâmides, era realmente séria. Sua especialidade era o conhecimento, objetivo, real, do universo real. E uma das possibilidades dadas aos estudantes era a de, com o auxílio de um curso cuidadosamente estudado, utilizar as funções naturais mais insuspeitáveis de seu próprio corpo para transformá-los, de seres sub-humanos que somos, em seres verdadeiros".
Para alguns admiradores e estudiosos, Thot é uma lenda, um mito, enquanto que para outros, Thot é o grande mestre das civilizações: Lemuria, Atlanta e Ariana.
Não podemos esquecer que todas as informações contidas nas paredes das câmaras, foram realizadas por escribas egípcios, que além da adoração ao deus deviam obediência ao Faraó, situação que poderia ter influenciado na descrição do ser divino com poderes e capacidade de compreender todos os mistérios da mente humana.
No livro dos mortos, Thot é representado como o grande advogado da humanidade.
O relato mais antigo que se tem registro sobre o surgimento das raças e de como a vida começou, esta nos escritos de Thot, nas inscrições das câmaras, como também uma descrição de sua inteligência e o fato de não ter nascido de uma mulher.
Com base nas informações contidas nas paredes das câmaras, podemos avaliar o grande destaque de Thot da massa populacional, a idolatria do povo egípcio para com ele, e a forte influência dele no povo. Caso tenha existido como pessoa.
Alguns estudiosos comparam Thot com:
Hermes da Grécia,
Mercúrio de Roma,
Quetazcoatl dos Maias,
Chiquitet ou Khan ou Ken dos Atlântes e
Sin para os Sumerios.
Os ensinos de Thot chegaram à atualidade baseados em escassos documentos que constituem o “Kabalion” , “A Tábua da Esmeralda”, “Pistis Sophia”, “Corpus Hermeticum”, e alguns outros papiros. Naturalmente que o acervo de ensinamentos de Thot estão contidos em muitos outros documentos que foram preservados e mantidos sob a guarda de Ordens Iniciáticas. Tratam-se de documentos originais e cópias que foram preservados do incêndio da Biblioteca de Alexandria. Entre os documentos preservados existem aqueles que deram base ao desenvolvimento da Alquimia.
De um modo geral podemos dizer que a Cosmologia Mística, a Magia e a Alquimia no atual ciclo de civilização têm como base os ensinamentos de Thot Além daqueles inumeráveis documentos, é afirmado haver sido escrito uma outra série de documentos considerados secretos, razão pela qual não constavam da Biblioteca de Alexandria, mas que eram secretamente guardados pelas Escolas Iniciáticas. Diz que os conhecimentos secretos, especialmente sobre magia e alquimia foram gravados em 36.535 rolos de papiro e “escondidos debaixo da abóbada divina” e que só poderiam ser achados pelo verdadeiro merecedor, que usaria tal conhecimento em benefício de gênero humano. Porém, tudo indica que parte de tal acervo dos ensinamentos secretos foram encontrados no transcorrer dos milhares de anos que durou a civilização egípcia.
A tradição de uma doutrina secreta de Thot parece haver sido bem estabelecida no Egito, conforme um papiro que data a 12ª Dinastia e onde está gravado:

O Rei Khufu pergunta a Dedi.
  • Há o rumor de que você conhece os santuários da câmara secreta do documento de Thot?
Dedi respondeu:
  • Por favor, eu não conheço os santuários deles, Soberano, meu senhor, mas eu conheço o lugar onde eles estão.
O rei perguntou novamente:
  • Onde eles estão?
Dedi respondeu:
  • Há uma passagem que conduz a uma câmara chamada o Inventário, em Heliópolis”.

Existe uma declaração de Clemente de Alexandria em que há referência a 42 textos atribuídos a Hermes (Thot) e que tratam de trabalhos geográficos e médicos, entre outros, e que eram usados na educação dos sacerdotes.
Nos primeiros séculos da civilização egípcia somente podiam chegar ao trono àqueles que fossem Iniciados nos Mistérios que eram considerados Sacerdotes do Deus Vivente. A eram reveladas as ciências e artes, e explicados os mistérios dos símbolos ocultos.
Existem fragmentos de papiros em alguns museus, bem como registros em câmaras que mencionam a Cosmogonia Hermética e outros aspectos das ciências secretas dos egípcios relativos à cultura e ao desenvolvimento da alma humana. Estes registros citam rituais mágicos para várias finalidades, entre eles o da arte de “aprisionar” os (espíritos) demônios e os de anjos em estátuas, com ajuda de ervas, pedras preciosas e aromas. Os documentos e registros existentes em diversos museus, informam que os sacerdotes egípcios construíam estatuas de deuses que podiam falar e profetizar, sendo a principal obra que foi por muito tempo erroneamente denominada “A Gênese de Enoch”, título que mas já foi corrigido.
O documento mais conhecido de Thot é “A Tabua da Esmeralda”, a data de sua descoberta é ignorada, mas sua idade não é tão velha quanto muitos supõem. O que se sabe com autenticidade é que seu conteúdo foi transmitido pelos alquimistas muçulmanos na Síria no décimo ou décimo primeiro século.
A lenda afirma que Thot confiou aos seus sucessores escolhidos um livro hoje conhecido pelo nome de “O Livro Sagrado de Thot”. Este trabalho relata os processos secretos pelos quais a regeneração da humanidade será realizada. Ele tem servido de chave para outras obras iniciáticas. Os papiros com o conteúdo original desse livro existe, mas não é de domínio público; somente os Iniciados da Hierarquia Hermética podem conhecer o seu conteúdo, o que nele é revelado. Somente a eles é dado saber o significado das páginas cobertas de hieróglifos e símbolos estranhos. Podemos dizer que são símbolos que podem conferir poderes sobre elementais da natureza, em especial os Devas do Ar e da Terra.
Quando certas áreas do cérebro são estimuladas pelos processos secretos dos Mistérios do Livro Sagrado de Thot a consciência é expandida a um nível tal que pode atingir o patamar de poder ver os Imortais e até mesmo sentir-se na presença dos Deuses Superiores, assim o Livro de Thot é considerado por muitos como uma das chaves da imortalidade. Trata-se da suprema meta da Grande Obra Alquímica. Corre o mundo a lenda de que o Livro de Thot ainda é mantido em uma caixa dourada no santuário interno do templo da Esfinge, e que apenas uma chave que esta em poder do “Mestre dos Mistérios”, e que um dia, o mais alto iniciado do “Arcanum Hermeticum” irá abri-la. O suposto desaparecimento ou quase extinção das escolas de Mistérios, acarretaram na perda pelo mundo antigo, do Livro Sagrado de Thot. Os ensinamentos do grande conhecimento, foi transmitido a alguns poucos escolhidos, que recebiam todas as informações e as transmitiam boca a boca, o que podemos classificar como uma lenda, esta mesma lenda afirma que o livro de Thot foi guardado numa urna lacrada para, no momento preciso, ser novamente encontrado. Alquimista do Período Medieval, afirmavam que haviam encontrado o Livro de Thot e que o surgimento da Alquimia foi graças a ele. Todo o conhecimento e praticas foram dados aos que levavam uma vida digna de um verdadeiro Peregrino da Senda, o que permitia uma chegada até a presença dos Imortais. Não era permitido partilhar tais conhecimentos com o mundo profano, o segredo teria de continua selado por todos aqueles que desejavam servir à humanidade segundo a orientação dos “Imortais”.
Será tudo verdade ou Lenda ?.

Escriba Elise/nov2010
Bibliografia:
O Livro Sagrado de Thoth - Jose Laércio do Egito - 388 - 392 - 651 - 692.
A Gnosis Original Egípcia - Rijckenborgh J. Van – Tomo 1
Hieróglifos Egípcios – Antonio Fontoura Jr.


Você usa mochila? Os egipcios também usavam. Parte 2

Descrição da estatueta:
Período: Império Antigo, VI Dinastia, reinado de Pepi I (2289-2255 a.C.).
Altura: 36,5 cm.
Material: Madeira talhada e pintada com várias cores.
Localização atual: Museu Egípcio do Cairo.
Número de Registro: JE 30810 = CG 241.
Estado de conservação: Excelente.

Descrição da estatua:
Escultura egípcia de um homem em pé, esculpida em madeira e pintada com várias cores; escultura fechada, sem nenhuma abertura, com uma peruca preta, curta imitando cabelo natural. Seu olhar e suas linhas faciais demonstram seriedade.
Olhos alinhados, intenso e de um negro profundo com a pupila e a íris separadas por um fundo branco. O artesão utilizou cores fortes na confecção dos olhos, criando um efeito intenso que destaca o olhar da estatua.
A figura trás uma cesta de carga atrelada ao corpo na parte das costas, confeccionada nas cores branca com bordas verdes. Com o braço esquerdo ajuda a manter a cesta nas costas e com a mão direita e antebraço na horizontal carrega uma pequena cesta decorada com pinturas, os cestos foram feitos simulando material vegetal, pintado em tons de bege, verde, azul, vermelho e branco. O conjunto forma um padrão de desenhos geométricos.
A base da cesta que trás nas costas, está equipado com dois pés ou suportes, talvez para dar firmeza quando no chão, garantindo sua posição vertical.
Peito descoberto, vestindo um saiote branco apertado na cintura, com altura até os joelhos.
A estatua está sem sandálias, como a maioria das representações dos portadores ou mensageiros, o corpo foi pintado com um tom de pele marrom-avermelhado.
A perna esquerda esta a frente, indicando movimento.
Sua aparência é proporcional num todo, as pernas apresentam musculatura marcada discretamente.
A representação de pessoas (homens e mulheres), na forma de escultura, levando ofertas para o falecido tinham uma função funerária, a de facilitar a vida futura de seus danos ou patrões.
Os egípcios antigo, acreditavam “que tudo o que foi representado na forma material poderia vir a vida”.
Composição: Podemos dizer que, neste caso, é uma escultura dinâmica, com movimento, representado através do avanço da perna esquerda, esse movimento é visível em todas as esculturas egípcias representadas da mesma forma como esta, seja em madeira ou outro material.
A figura humana na maioria das peças apresentam postura vertical.
Confecção: O artista poliu a madeira quase que a total perfeição, utilizou decoração a base de tinta na peruca e saia, tentando tornar a estatua o mais realista possível. O ponto mais importante ou mais atraente desta obra é o olhar intenso - os olhos marcantes.

Escrita: Os hieroglifos gravados na base da estátua relacionam alguns dos títulos do proprietário Nianjpepi: "Superintendente do Alto Egito, Chanceler do Rei do Baixo Egipto, amigo único..."

Algumas conclusões:
Estilo: A escultura apresenta refinamento no acabamento, o que demonstra evolução, levando em conta o material - madeira. Obviamente, é uma escultura que segue as linhas da arte egípcia, a simetria da composição, com proporções perfeitas.
Forma e função: como já mencionado, o papel da escultura religiosa e funerária é, portanto, ser colocado no túmulo do falecido, para o conforto do proprietário da outra vida.
O sentido desta obra é transparente, sua aparência física é a de um criado com propósitos religiosos, ou seja, é uma estátua religiosa.
Os egípcios acreditavam que após a morte do corpo, a alma "ainda estava viva e se dirigia para o reino de Osíris, onde a vida era mais confortável, mas, obviamente, tinha de trabalhar todos os dias. Isso levou os egípcios a elaborarem pequenas estátuas para ajudá-los pelo resto de suas vidas.
Cronologia da arte: Esta escultura é do final da quarta dinastia - final do Antigo e início do Primeiro Período Intermediário - um momento de crise.
Nesta época os nomes tornam se mais importantes e o poder centralizado.
No campo da arte, surgem belas escultura e pinturas de parede, que começam a ganhar terreno em alto relevo, torna-se possível a representações de seres humanos e animais em um sentido artístico, ou seja, estão deixando pata trás a arte da III, IV e V dinastias. Ao mesmo tempo, surgem variedade de cores utilizadas.
A Prova desta evolução, fica bem exemplificada no conjunto de estatuetas localizadas nos túmulo, do Primeiro Período Intermediário; todas são estatuetas de portadores de oferendas e “concubinas”.

O Túmulo de Nianj-pepi (Niankh-pepi).
Nianjpepi, governador do XIV nomo do Alto Egito, foi também conhecido com pelo nome de “Hepi o Negro”. Sua enorme tumba na cidade de Meir é reflexo da importância de seu status social como Chanceler de Pepi I durante a VI Dinastia. A tumba é composta por quatro câmaras. Na primeira, a maior, Nianjpepi e sua esposa são representados recebendo oferendas de gado, aves, animais e comida, há também uma cena de caça e pesca. No muro ocidental da tumba há uma estela com mesa de oferendas em frente dela. Numerosos poços no interior da tumba constituem os lugares de sepultamento de Nianjpepi e seus familiares. Seu filho Pepyankh foi enterrado na tumba ao lado Meir A-2.
  • Nomos - Divisão administrativa de pequenas áreas (cidade) do Antigo Egipto.

Escriba Elise
Setembro/2009

Consultas:
Kathryn Bard; Steve Blake Shubert – Enciclopédia de Arqueologia do Egito
Christian Jacq - O Egito dos Grandes Faraós/1999.
Antônio Augusto Tavares - Civilizações Pré-Clássicas. Lisboa/1995.
Site:www.egipciatemplodeapolo.net - página em português/informações do Egito Antigo.
Foto do acervo do museu do Louvre

Você usa mochila? Os egipcios também usavam. Parte 1

Ano de 1.984 d. C.,
durante escavações a Tumba do Governador Nianjpepi,
uma estatua é encontrada.
A estatua encontrada é de um entregador , mensageiro ou portador


Entregador – Aquele que entrega; traidor ou denunciante.
Mensageiro – Aquele que leva mensagem, que anuncia ou entregador.
Portador – Aquele que porta ou conduz.

A base da comunicação deve ter tido seu inicio nesta prática tão simples.
... uma mensagem é enviada de um emissor para um receptor ...”
... uma idéia, um pensamento expresso em linguagem aberta ou secreta (código), preparada em uma forma possível de transmissão por qualquer meio ...”

Quando surgiu a prática do mensageiro ?
Não há registro sobre o surgimento dos mensageiros, porém podemos concluir que sua utilização tenha sido desde a pré história, já que sua função era de informar, noticiar e transmitir pedidos conselhos.
Onde transportavam objetos ?
Provavelmente em sacos de peles, embora haja registros da utilização de mochilas no Egito Antigo.
O que é uma Mochila ?
Saco de lona ou tecido resistente, que as pessoas carregam nas costas, apoiada através de duas cintas que se estendem acima dos ombros e debaixo das axilas. Utilizada por soldados, excursionistas, estudantes e etc. Para transportar artigos de uso pessoal, provisões, filhos e material dos mais diferentes tipos.

DENEG - Anões e Pigmeus


Os egípcios antigos chamavam de deneg tanto os anões quanto os pigmeus.
A literatura antiga do Egito não deixa clara a distinção entre anões e pigmeus.
Provavelmente os pigmeus seriam os nascidos no estrangeiro; isso explicaria o porque dos pigmeus não desfrutavam do mesmo tratamento que os anões. Os pigmeus eram importados da África Tropical e serviam como dançarinos ou acrobatas, suas funções estavam sempre ligadas ao entretenimento para a corte. Os anões da raça Dang eram os mais procurados por serem, de um modo geral, excelentes dançarinos.
Há textos hieroglíficos que a eles fazem menção, como este, citado por N. Riad, em sua obra A Medicina auxiliar no Tempo dos Faraos: ..."ele dançará como um anão diante de Osíris".
Os anões do Egito podiam fazer parte da corte como empregados, secretários particulares, encarregados de jóias, bailarinos e artistas, entre outras atividades. Vários deles eram tão apreciados que tiveram sepultamentos no cemitério real, próximo às pirâmides.
Em algumas obras de arte anões aparecem aos pés de seus mestres ou cuidando de animais domésticos. São também representados levando um cão para passear, caçando avestruz, codornas ou outros pássaros, segurando um macaco preso e mesmo fazendo trabalhos de escultura, ourivesaria e joalheria. Um dos deuses do panteão egípcio é representado como um anão disforme de pernas arqueadas e de aparência feroz: Bés.
Uma carta de Pepy II, da 6ª. Dinastia, encarece Harkhuf, que estava de volta de uma expedição para o sul do Sudão, a tomar muito cuidado com um pigmeu dançarino que ele havia comprado. A carta diz que "Minha majestade deseja ver esse pigmeu mais do que os presentes da Terra das Minas (Sinai) e de Punt". 
Alguns pesquisadores afirmam que os Anões viviam bem integrados na sociedade do Egito.
Há pelo menos 50 tumbas, com registros de Anões na vida e na arte egípcias .
O Egito Antigo, permitia que anões de classes mais elevadas ocupassem cargo público. Como exemplo disso temos registro de Seneb, supervisor dos anões no palácio do faraó. Além desse cargo, ele era chefe do guarda-roupas real e sacerdote dos ritos funerários. Ao lado a estátua que apresenta Seneb, de braços curtos, com suas pernas cruzadas, ao lado sua esposa numa posição de notável apoio, um filho e uma filha, todos de constituição normal.
A esposa de Seneb fazia parte da corte do faraó e era sacerdotisa.
O Egito cultuava dois deuses anões: Bes e Ptah.
Bes era o protetor da sexualidade, parto, mulheres e crianças. Seu templo foi escavado recentemente no oásis de Baharia, na região central do Egito.
Ptah era associado à regeneração e ao rejuvenecimento
O nanismo que é uma malformação congênita, era respeitada no Egito Antigo, historiadores e analistas de obras de arte egípcias, afirmam que os anões eram participativos e trabalhadores.
As pinturas existentes nas paredes dos túmulos de faraós e altas autoridades informam com clareza que havia um elevado número de anões no Egito.
As pinturas representam com fidelidade corpos musculosos, cabeça de tamanho normal, um pouco obesos, membros curtos, pernas por vezes arqueadas e muitas vezes corcundas.
O mais importante é que as informações descrevem respeito mutuo pela sociedade, os anões não eram olhados como seres marginalizados ou desprezados.
Existe uma determinação emanada do faraó Amenemope que diz:
"Não ironize o cego, nem ria do anão, nem bloqueie o caminho do aleijado; não aborreça um homem que ficou doente por causa de um deus, nem faça escândalo quando ele erra".

Escriba Elise
Out/2009

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Greve no Egito dos Faraós - Acredite já existia

Ramsés IIIUsermaat-re-meryamun relevo do templo de Khonsu.
Faraó quase magnífico. Seus dois erros fatais foram:
  • Submissão total ao poder de Amon, e
  • Falta de firmeza nos assuntos domésticos.
2º faraó da XX dinastia egípcia, considerado como o último grande faraó do Império Novo a exercer uma grande autoridade sobre o Egito.
Filho: Faraó Setnakht X Rainha Tiy-merenese.
Seu reinado durou 31 anos, de 1194/1163 a.C, esta descrito no Papiro Harris, que detalhes da época, registros e inventários.
O papiro de Harris é da XX dinastia, início do reinado de Ramsés IV (seu filho). O papiro foi encontrado em uma tumba em Deir el-Medina e comprado por AC Harris, em 1855, posteriormente, em 1872, foi adquirido pelo Museu Britânico, que está guardado desde 1872.
É o maior papiro encontrado, com 42 m de comprimento, escrito em hierático. Dividido em cinco seções, com 117 colunas, 12 ou 13 linhas. Contém 3 quadros com Ramsés III em frente da tríades dos deuses de Tebas, Mênfis e Heliópolis. Os textos relatam doações do rei aos deuses e templos em diversas cidades durante 31 anos, barganhando favores com os deuses. A lista de doações ocupa a maior parte do papiro. Na última parte dos acontecimentos, o relato das situações caótica , façanhas do rei e paralisação de operários GREVE. O papiro termina com a morte de Ramsés III e a ascensão ao trono de seu filho Ramsés IV.

GREVE

As greves podem ser interpretadas como o 1º sintoma de uma economia falida.
Elas datam do tempo de Ramsés III.
O Egito foi o primeiro país que experimentou uma greve. Como poderia? Seria uma greve real? Quais foram as conseqüências? Nunca teremos as verdadeiras respostas.
Os Papiros de Turim, conservados no museu de Turim, na Itália, e o Papiro de Harris conservado no museu Britânico, datam da XX dinastia (1190-1080 aC), relatam fatos de uma greve em Deir el-Medina (Alto Egito), aldeia árabe no Egito antigo, onde o chefe dos artesões responsáveis pela construção dos túmulos e templos mortuários do faraó, lidera a greve.
A situação política e econômica no Egito na virada do século XII aC, é muito instável.
Ramsés III, gastava muito com os templos, além das contribuições normais, o Faraó incluía cotas extras de cereais, gado, ouro, prata e cobre, principalmente para os sacerdotes de Amon, que possuía uma riqueza maior que a do próprio Faraó.
Os sacerdotes de Amon, eram insaciáveis, pedindo cada vez mais, levando a economia a um desequilíbrio total.
O papiro informa com clareza que 10% da população dependia dos templos, 13% dos territórios eram dos Sacerdotes de Amom. Toda essa parte humana e territorial, incluindo os seus dependentes, não pagavam taxas ao Governo. O que nós faz concluir o grande prejuízo que essa parte da sociedade causava ao reino.
A administração acarreta a crise financeira. Como em toda crise, o povo é o mais sacrificado.
O povo paga a conta.
No Egito não foi diferente, é o que relatam os papiros.
Os trabalhadores, "os homens do túmulo", como eram chamados, recebiam seus salários mensalmente, em sacos de cereais.
Mediante a crise, os trabalhadores estavam a um mês sem receber seus salários.
Estima-se que eram cerca de 120 trabalhadores, divididos em duas equipes, que viviam com suas esposas e filhos. Haviam pedreiros, pintores, gravadores e escultores de relevos. Todo o trabalho era supervisionado pelo vizir, que visitava a área em algumas ocasiões para inspecionar o trabalho. Os trabalhadores foram recrutados em todo o Egito, sabemos que alguns deles eram senhores de terras e animais. Tudo indica que estes homens tenham desfrutado de um melhor padrão de vida.
O salário de um dia de trabalho para uma categoria de trabalhador médio era de 10 pães e uma medição de cerveja, um artesão da classe mais alta podia chegar a 500 pães no mês, eles utilizavam a troca para adquirirem outros itens. Os capatazes recebiam 52 sacos e os escribas recebiam 72 sacos de cereais. Mas os alimentos não chegavam a tempo, e os que chegavam eram de má qualidade.
"Ano 29, segundo mês do inverno (novembro), dia 10, um grupo de operários paralisam seus trabalhos e acampavam atrás dos muros do Templo de Tutmósis III, gritando:
Temos Fome !
Os operários são recebidos pelas autoridades, com promessas., mesmo assim os artesões permanecem acampados durante todo o dia atrás do templo e somente ao anoitecer voltavam para o cemitério. No terceiro dia, sem nenhuma resolução para o problema, eles invadem o recinto sagrado e cercam o templo funerário, o Ramesseum.
Finalmente os operários são recebidos pelo chefe de polícia e auditores, que não foram treinados para lidar uma multidão. A ocupação do Rameseum parece ter sido mais eficaz do que as medidas anteriores, porque causou uma mudança na atitude dos negociadores.
Os grevistas declaram:
"Viemos até aqui (no Rameseum), chegamos a este ponto, porque temos fome, sede, estamos sem roupas, pomadas, peixe, óleo e verduras. Contai isto ao Faraó, o nosso bom Deus, e ao vizir. Fazei com que possamos viver.”
Os salários são pagos, mas um mês depois novamente há atrasos no salário.
Novamente os trabalhadores estavam com fome e a comida era de má qualidade.
A tolerância desses trabalhadores primitivos tinha sido ultrapassada, surge a decisão histórica:
Parar de trabalhar e exigir o pagamento de seus salários .
Tem inicio nova greve no Egito.
Os celeiros do faraó estavam vazios e os salários eram pagos sob a forma de grãos, o que fazer ?
Negociar apenas ? Talvez...
Finalmente os operários conseguem chegar até o Prefeito, e conseguem selar um acordo.
O Prefeito deu-lhes um deposito antecipado de 50 sacos de cereais, para solucionar o problema e afasta-los de Ramesseum.
As greves se repetem.
Os trabalhadores paralisaram suas atividades, sempre que necessário, visando sensibilizar as autoridades e administradores corruptos, sobre os pagamentos atrasados. Além disso, os trabalhadores revelaram outras irregularidades, tais como certos crimes contra os deuses. Para apoiar novas reivindicações, eles usaram uma arma política: acusações dirigidas contra os auditores, que engavam o próprio Faraó e o vizir.
Qual o conceito de greve ? Como definir a greve hoje?
Greve é uma paralisação coletiva e voluntária dos serviços de um grupo de trabalhadores para impor a aceitação de determinadas condições a seus patronos. Nestas condições, provavelmente, os operários do Egito concordaram, e nasceu o primeiro conflito de trabalhadores com Ramsés III.
Não há dúvida de que houve uma paralisação das atividades e uma liderança, uma vez que participaram simultaneamente todos os trabalhadores. O considerável atraso no pagamento também parece ter mexido com a raiva e a inquietação dos trabalhadores.
3.000 anos depois a situação no mundo é a mesma.

Escriba Elise
Set 2009

SAUDE BUCAL - Preocupação desde a V Dinastia Egípcia

Descobertas primeiras tumbas de dentistas no Egito - Plantão/Publicada em 23/10/2006 às 14h40m - EFE
EGIPTÓLOGO.
Zahi Hawass, chefe da expedição.
Gananciosos, para não usarmos o termo ladrão, levaram arqueólogos a uma descoberta.
Outubro de 2006, a equipe de Hawass descobriu três novos túmulos, enterrados a mais ou menos 10 metros de profundidade, próximo a maravilhosa e única piramide de degraus de Djoser. A localização aproximadamente a 25 quilômetros a sudoeste do Cairo.
Homens sem escrúpulos, saqueavam a mais de dois meses, túmulos dos Dentistas Reais da V dinastia (2465 a 2323 a.C.).
A descoberta foi anunciada pelo Conselho Supremo de Antigüidades (CSA), num comunicado que explica que as três sepulturas foram encontradas em escavações feitas em Saqqara e que datariam do Império Antigo (2575-2150 a.C.).
Saqqara é um grande cemitério da cidade de Menfis, antiga capital do Egito.
As tumbas tinham o objetivo de honrar o dentista chefe e dois de seus auxiliares que haviam servido ao faraó e sua família. Apesar de servirem à realeza, os falecidos eram de origem modesta: seus túmulos foram construídos com adobe e pedra calcária de qualidade inferior.
Os dentistas eram:
Iy Mry - dentista principal,
Kem Msw – talvez um dentista auxiliar, não definição nos túmulos,
Sekhem Ka - talvez um dentista auxiliar, não definição nos túmulos.
Sabe-se que não eram parentes, mas por terem sido enterrados juntos, há a hipótese de terem sido sócios ou colegas de profissão.
1ª sepulturas - de "E e Mery = Iy Mry", tem uma entrada que conduz a um salão retangular similar a um corredor e que contém duas pequenas antecâmaras com cenas da vida cotidiana esculpidas em seus muros. As imagens mostram sua família em rituais, jogando, matando animais e oferendo oferendas ao morto, inclusive os tradicionais mil pães e mil jarros de cerveja. Existe ainda uma falsa-porta pintada com hieróglifos diminutos e uma bacia rasa foi colocada frente a seu rodapé. As múmias não foram encontradas.
Na interior da entrada há uma maldição inscrita. Segundo ela, qualquer um que viole a santidade da tumba será devorado por um crocodilo e uma cobra.
Hawass relata ao mundo que no chão de uma das antecâmaras há uma passagem, que conduz a um poço das oferendas, local que possui duas aberturas. Uma levando a uma porta falsa, e outra à câmara funerária.
Entre as cenas esculpidas dentro da tumba se destaca a da porta falsa, que representa um crocodilo e uma serpente devorando as pernas de uma pessoa. Isso era comum no Império Antigo e tinha o objetivo de afugentar saqueadores.
2ª sepultura - que pertenceu a um dentista identificado como "Kem Msw", possui forma retangular, em seu interior foram encontrados os vestígios de uma estátua dele com seu filho. Seu túmulo também possui um corredor com várias portas falsas esculpidas nas paredes e um poço escavado na rocha, neste poço foram encontradas várias ossadas humanas, declara Hawass. 
3ª sepultura - que pertenceu a um dentista chamado "Sekhem Ka", possuí um altar de oferendas, como as demais sepulturas, também possuí uma porta falsa.
Na sepultura foi descoberta uma escultura de Sekhem Ka com sua filha.
Os túmulos foram encontrados no mais importante cemitério privado da V Dinastia – Saqqara – o que permite ao mundo concluir que os dentistas possuíam grande consideração, tal como os cortesãos.
No Egito somente alguns poucos privilegiados podiam tocar no corpo dos Faraós. Saqqara é o nome da grande necrópole da cidade de Menfis, antiga capital do Egito.
Local onde está a famosa pirâmide escalonada de Djoser., a primeira conhecida da época faraônica.
Depois de tudo que fui lido, temos obrigação em relembrar IMHOTEP.
Quem foi IMHOTEP ?
No século XIX, o estudioso britânico Sir. William Osler afirma que Imhotep, foi o primeiro médico a surgir na antigüidade. Responsável pelos avanços nos estudos e tratamento de centenas de doenças.
Foi também arquiteto, mago e ministro-chefe de Djoser, o segundo rei da terceira dinastia egípcia.
Os antigos egípcios o classificavam como deus da medicina, sendo sua tumba local de peregrinação religiosa na antigüidade.
É o primeiro arquiteto cujo nome é conhecido por meio de documentos históricos escritos.
Viveu no século XXVII a.C..

É o primeiro arquiteto cujo nome é conhecido por meio de documentos históricos escritos.
Viveu no século XXVII a.C.
Imhotep arquitetou a primeira pirâmide do Egito - a pirâmide de Saqqara, com seis enormes degraus, e que atinge aproximadamente 62 metros. As primeiras pirâmides do Egito eram formadas por degraus, que nada mais eram que mastabas empilhadas. Esta configuração foi idealizada por Imhotep a pedido do Faraó Djoser, que desejava para si um túmulo mais grandioso que os que o antecederam, este monumento sugeria ainda, segundo alguns arqueólogos, a ascensão ao céu.
O que nós seriamos sem o Egito ?
mastaba - palavra que provém do árabe maabba = banco de pedra ou lama, dependendo do autor, do aramaico misubb, podendo ter origem persa ou grega.

Set/2009